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⚠️ PILLION – Contém spoilers ⚠️

Se nao assistiu o filme e pretende faze-lo e nao quer spoiler melhor ler ate aqui!!

Assisti Pillion e, pela primeira vez, um filme continuou comigo muito depois que os créditos terminaram.

Durante quase todo o filme, enxerguei Ray como o exemplo de um Dom firme, coerente e seguro. Em nenhum momento o vi como um vilão. Pelo contrário, pensei: 'Se existisse um Dom assim, eu provavelmente me entregaria completamente.'

Mas duas cenas mudaram tudo: a forma como ele tratou a mãe de Colin e sua ausência no velório.

Não porque eu esperasse carinho ou romantismo. Mas porque, na minha visão, um sub entrega ao Dom algo muito maior que obediência: entrega confiança.

E quem recebe essa confiança assume uma responsabilidade.

Foi exatamente nesses dois momentos que, para mim, Ray deixou de ser um Dom.

Pois na minha visão (sub), um sub é como um cão fiel ao seu dono: entrega confiança e busca nele seu porto seguro. Por isso, fugir na tempestade, largando um cão indefeso sozinho, não é dominação; é covardia.

Essa frase resume exatamente o que senti ao terminar o filme.

Essa é apenas a minha interpretação. Talvez você enxergue Ray de uma forma completamente diferente. E talvez seja justamente isso que faz Pillion ser um filme tão marcante.

Pillion não foi apenas um filme para mim. Foi uma reflexão sobre confiança, entrega e responsabilidade.

E fugir na tempestade, largando um cão indefeso sozinho, não é dominação; é covardia.

Mas, e você? Se assistiu ao filme, qual foi a sua leitura?

#Pillion #Cinema #Filmes #Resenha #Reflexão BDSM Dominador Submisso Opinião CinemaIndependente


Ray é um desses homens antigos que só conseguem fazer sexo mecânico e convencional com suas esposas, deixando o prazer alucinado para as amantes casuais. Pois farrear com os corpos da mãe de seus filhos seria um sacrilégio equivalente a fazer isso com suas próprias mães (a quem elas substituem). Beijou, virou amigo e já não serve mais como dom/sub.

Comprei Philion no YouTube e curti muito. Quero ver agora os outros filmes recentes com temática BDSM indicados pela BBC: Babygirl, I Want Your Sex e The Invite.

https://www.bbc.com/culture/article/20260804-how-hollywood-films-are-getting-horny-again

29 minutes ago, AspenBH said:


Ray é um desses homens antigos que só conseguem fazer sexo mecânico e convencional com suas esposas, deixando o prazer alucinado para as amantes casuais. Pois farrear com os corpos da mãe de seus filhos seria um sacrilégio equivalente a fazer isso com suas próprias mães (a quem elas substituem). Beijou, virou amigo e já não serve mais como dom/sub.

Comprei Philion no YouTube e curti muito. Quero ver agora os outros filmes recentes com temática BDSM indicados pela BBC: Babygirl, I Want Your Sex e The Invite.

https://www.bbc.com/culture/article/20260804-how-hollywood-films-are-getting-horny-again

Confesso que sua leitura me surpreendeu bastante. Especialmente a ideia de que, depois do beijo, Ray deixa de enxergar Colin como sub e passa a vê-lo apenas como amigo. Você poderia me explicar em que momentos do filme você percebeu isso? Fiquei curioso porque minha leitura foi completamente diferente.

7 hours ago, xxxxxccccccc said:

Confesso que sua leitura me surpreendeu bastante. Especialmente a ideia de que, depois do beijo, Ray deixa de enxergar Colin como sub e passa a vê-lo apenas como amigo. Você poderia me explicar em que momentos do filme você percebeu isso? Fiquei curioso porque minha leitura foi completamente diferente.

Senti isso na sequência do acampamento, quando Colin parece sentir inveja do relacionamento afetuoso demonstrado publicamente por um dos casais de dom-sub que estavam lá. Ele chega a comentar com o outro sub que Ray jamais troca carícias com ele.

Eu particularmente acho que o que ocorreu ali foi um conflito de expectativas. Conheço vários casos de doms e subs que também não querem intimidade sexual com o parceiro de BDSM. O problema só surge quando um quer e outro não.

Agora entendi melhor sua leitura. A cena do acampamento realmente é importante, principalmente porque Colin começa a comparar a relação dele com Ray com aquilo que vê nos outros casais. Concordo que existe ali um conflito de expectativas.
Mas acho que minha leitura vai um pouco além. Para mim, o problema nunca foi Ray não querer trocar carícias ou não desejar uma intimidade sexual com Colin. Ele tem todo o direito de estabelecer esses limites. O que me incomodou foi perceber que Colin estava emocionalmente chegando a um lugar que Ray aparentemente não podia ou não queria acompanhar, e, quando esse limite finalmente se tornou insustentável, a forma como Ray saiu da vida dele.
Talvez por isso eu tenha interpretado o final de maneira tão diferente. Não achei que Ray fosse um vilão nem que ele tivesse obrigação de transformar a relação naquilo que Colin desejava. Só achei que alguém que recebeu uma entrega tão profunda deveria ter conseguido oferecer, no mínimo, um encerramento à altura dela.

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