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No espirito de movimentar conversas pra quem ta chegando agora, eu tenho uma duvida honesta:

Mais alguém ainda usa contrato? Pq toda vez q eu menciono o meu, parece algo ancestral que n é visto a decadas.

Sim, eu sei q ele n tem valor legal, e eu prefiro trabalhar com ele mesmo sabendo que nunca vai ter. Já vi alguns casos de "contrato de boca" mas eu prefiro ter ele assinado bonitinho. Como vcs entendem o uso de contrato e a sua validade...?

O "Contrato" já foi muito bem usado, e oq percebo que essa crescente exponencial no BDSM mtas pessoas não são, ou não segue muito ou nada da liturgia querem doses repicar de dopamina e com isso algumas coisas e processos vão se perdendo, contrato, o estudo.sao só pequenas fagulhas que com o tempo vai sumindo, e a Sra ainda mantém isso, deve sempre continuar pq esses pequenos gestos iram fazer a diferença lá na frente

O contato e uma segurança para a serva e para o seu MESTRE , no contrato está tudo que foi acordado entre as partes , doido e que serve sem um contrato claro entre as partes

Sou novata, chegando agora, zero experiência, muito interesse.

Talvez seja um tema delicado, especialmente nesta plataforma, mas tenho duas dúvidas:
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1 - Como é a negociação dos termos desse contrato?
Pesquisando, vi alguns modelos ok e outros que não me sentiria bem assinando. Mesmo sem validade legal, para mim teria validade espiritual (o que é, para mim, maior que qualquer lei "dos homens").
Nesses casos, como prosseguir? É muito mimimi? Experiências para compartilhar?
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E em um sentido mais amplo e teórico, como é interface entre fetiches/BDSM e religião/espiritualidade? Para as mais tradicionais é pecado e pronto, mas existem outras vertentes de práticas espirituais e essas me interessam. Alguém conhece alguma literatura sobre o tema?

EbanoOne eu nem considero uma cena sem o contrato... a maioria da galera novata com quem eu converso nunca nem viu um... Eu aprendi que o contrato vai além da segurança, pq no meu caso inclui o RACK, prazos de health check, critérios de saúde e convivência social... Eu defendo que o obvio tem que ser dito, n importa a situação... O contrato estipula o óbvio e o senso-não-tão-comum... Mas queria entender se talvez esse apego um processo tão "antigo" está defasado...

IvoryBear, existem sim casos de entrelace espiritual/religioso nos termos do contrato, mas eu pessoalmente evito ao maximo. O contrato define oq ambas as partes esperam do arranjo combinado... O meu garante varias questões de distanciamento e responsabilidade... Geralmente eu apresento o meu num bar dps de conversar bastante com as candidatas a coleira, entender oq eu posso oferecer e oq elas estão procurando... Tiro duvidas, proponho alterações baseada nas duvidas que surgem... É um processo mto organico e individual...

Não citando sobre os motivos pelo qual isso vem sendo deixado de lado mesmo ficando insatisfeita com tal situação.

Particularmente, penso que sendo usado hoje em dia ou não, é uma medida que prefiro manter, não acho que seja algo antigo, é cuidado. Vejo inúmeros benefícios na existência de um contrato e prefiro pecar pelo excesso de cuidado do que pela falta dele, pois lidar com uma pessoa em tais circunstâncias é ser responsável por qualquer dano físico ou mental que eu causar, então aconselho que seja fiel aos seus métodos.

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